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Citação

Tanto o insignificante quanto o extraordinário são arquitetos do mundo natural.

Carl Sagan

Gelo flutuante nos lagos de Titã?

A partir de fotos tiradas em 08 de janeiro de 2013 pela sonda “Cassini” através das duas câmeras a bordo que foram projetadas, desenvolvidas e montadas no JPL,

Concepção artística de lagos em Titã

Concepção artística de lagos em Titã

surge nessa imagem  uma previsão artística sobre a existência de gelo de hidrocarbonetos formando em um mar de hidrocarboneto líquido da lua de Saturno, Titã. Um novo modelo científico sugere que grupos gélidos de metano e etano, mostrado aqui de cor clara e podem flutuar sob algumas condições.

A missão Cassini-Huygens é um projeto cooperativo da Nasa, da Agência Espacial Europeia e a Agência Espacial Italiana.

Crédito: NASA / JPL-Caltech / USGS

Adaptação para língua portuguesa: Marcelo Pelucio (www.marcelopelucio.org)

A Lareira Cósmica

A Grande Nebulosa de Orion é destaque nesta incrível imagem do Telescópio “WISE“ o equipamento de infravermelho explorador da NASA.

Crédito da imagem : NASA / JPL- Caltech / WISE Equipe

Crédito da imagem : NASA / JPL- Caltech / WISE Equipe

A constelação de Orion, no período de dezembro a abril de cada ano, é proeminente no céu noturno em todo o mundo.

A nebulosa de Orion (catalogada como “Messier 42”) está localizada na espada de Orion, pendurado em seu famoso cinto de três estrelas. O aglomerado de estrelas embutido na nebulosa é visível a olho nu como uma única estrela, com alguma imprecisão aparente para os observadores mais atentos. Devido à sua importância, as culturas de todo o mundo deram um significado especial para Orion;

– Os Maias, na América Central, vislumbravam a parte inferior do Orion, o cinto e os pés (as estrelas “Saiph” e “Rigel”), e interpretavam essa Nebulosa como o “fogo cósmico da criação cercada pela fumaça do suposto evento. Em todas as casas maias, no centro delas, havia uma formação triangular numa lareira de três pedras. Essa metáfora retrata no fundo uma realidade porque a Nebulosa de Orion é um dos lugares secretos do Universo, nessa enorme nuvem de poeira e gás, novas estrelas estão sendo forjadas e é um dos locais mais próximos de formação de estrelas a partir da Terra e , portanto, fornece aos astrônomos a melhor vista do nascimento estelar. Muitos outros telescópios foram usados ​​para estudar a nebulosa em detalhe , encontrando maravilhas como discos de formação planetária em torno de estrelas recém-formadas. O “WISE” realiza um levantamento de todo o céu e a capacidade de ver esses locais de formação de estrelas se estende por um campo maior que seis vezes a largura da lua cheia, abrangendo uma região com cerca de 100 anos-luz de diâmetro. Nele , vemos a nebulosa Orion cercado por grandes quantidades de poeira interestelar, de cor verde.

Os astrônomos agora percebem que a nebulosa de Orion é parte de um complexo de nuvens moleculares ainda maior, que inclui também a Nebulosa da Chama outro complexo da Via Láctea que está ativamente fazendo novas estrelas.

Crédito da Imagem: Observatório Austral Europeu

Crédito da Imagem: Observatório Austral Europeu

 

Texto Original: http://wise.ssl.berkeley.edu/gallery_OrionNebula.html

Tradução da língua inglesa  e adaptação: Marcelo Pelucio (www.marcelopelucio.org)

Evidências de Antigo Lago de Água Doce em Marte

Essa foto mostra um mosaico de nove imagens tiradas pela câmera do robô “Curiosity” da NASA, no planeta Marte, mostra a textura detalhada de um aglomerado de rocha e o rolamento pequenos seixos e partículas de areia de variados tamanhos.

Afloramento de seixos cimentados na rocha

Afloramento de seixos cimentados na rocha

A rocha está em um local chamado de “Darwin”, dentro da cratera “Gale”. Esse afloramento está exposto, visível nas imagens da alta resolução e foi selecionado como primeira missão desde a longa caminhada do robô no Monte “Sharp” e foram colhidas pouco antes do por do sol do 400º. dia marciano (21 de setembro de  2013 na Terra) desde o pouso da equipamento naquele planeta. A câmera foi posicionada cerca de 10 centímetros da rocha. A moeda de um centavo de dólar colocada na foto serve como referência e entendimento do tamanho original das imagens.

As camadas de pó são avermelhadas na parte visível deste mosaico mas o pedaço de rocha também oferece alguns grãos de areia e seixo, alguns grãos um pouco translúcidos e outros são brilhantes.

Os pesquisadores interpretam a areia e seixos na rocha como o material que foi depositado pela água que fluía e que depois ficou enterrado e cimentado na pedra. A equipe científica do “Curiosity” está estudando as texturas e composição da rocha do conglomerado “Darwin” para entender sua relação com o leito de rocha encontrado perto de local de pouso do “Curiosity”.

Um dos principais objetivos para observações e paradas ao longo do 8 km do Monte Sharp é entender a relação entre camadas de rocha em “Yellowknife Bay”, na área “Glenelg” e no principal destino nas encostas mais baixas do Monte “Sharp”, onde a missão encontrou evidências de um antigo lago de água doce com ambiente favorável para vida microbiana.

Texto original e Imagem: NASA/JPL-Caltech/MSSS

Adaptado e traduzido da língua inglesa: Marcelo Pelucio

Carl Sagan

Carl Sagan teve um importante papel de liderança no programa espacial americano desde o seu início e foi consultor e conselheiro da NASA desde a década de 1950, também atuou como instrutor dos astronautas da Apollo antes dos voos para a lua.

Carl Sagan e ao seu lado uma réplica da Pedra de Roseta (original está no museu britÂnico)

Carl Sagan e ao seu lado uma réplica da Pedra de Roseta (original está no museu britânico)

Carl nasceu em Nova York em nove de novembro de 1934, se descrevia como um apaixonado desde a infância por ficção científica e desenvolveu grande fascínio por astronomia desde aquela época, quando descobriu que todas as estrelas no céu noturno são sóis distantes.

Incentivado por seus pais seguiu o caminho das ciências e sua curiosidade científica nata levou-o a graduar-se quatro vezes em astronomia e astrofísica pela Universidade de Chicago.

Em seu papel como cientista visitante no “Jet Propulsion Laboratory (JPL)”, em Pasadena , na Califórnia, Carl ajudou a projetar e gerenciar a missão “Mariner 2” a Vênus, a “Mariner 9” e “Viking 1 e 2” a Marte, a “Voyager 1 e 2” missões no sistema solar exterior e a missão “Galileu” para Júpiter . A pesquisa de Sagan ajudou a resolver os mistérios da alta temperatura de Vênus (um enorme efeito estufa), as mudanças sazonais de Marte (poeira soprada pelo vento ) e da névoa avermelhada (moléculas orgânicas complexas) de Titã o maior satélite natural de Saturno.

Carl foi muitas vezes descrito como “o cientista que fez o Universo mais ‘fácil’ para as pessoas leigas”. Ele ajudou a popularizar a ciência através da escrita de centenas de artigos e mais de duas dezenas de livros. Ganhou o Prêmio Pulitzer em 1975 por seu livro “Os Dragões do Éden” e sua série de televisão “Cosmos” foi um dos programas mais assistidos na história da televisão pública sendo vista por mais de 500 milhões de pessoas em 60 países diferentes.

Ensinou e realizou pesquisas na Universidade de Harvard. Em 1968, tornou-se professor na Universidade de Cornell, onde ele também foi o diretor do Laboratório de Estudos Planetários. Era bem conhecido como um pioneiro no campo da “exobiologia”, que é o estudo da possibilidade de vida extraterrestre. Estava entre os primeiros a determinar que a vida pudesse ter existido em Marte e apelou para a NASA ampliar sua exploração do Universo.

Com Louis Friedman e Bruce Murray fundaram a “The Planetary Society”,

Fundadores da Sociedade Planetária

Fundadores da Sociedade Planetária

uma organização pública, em 1980, que inspira , informa e envolve o público nas maravilhas da exploração espacial. A organização também faz papel fundamental para influenciar as decisões do governo em matéria de financiamento voos espaciais através de suas campanhas de base.

“Carl foi um dos maiores intelectos por trás da gênese da exploração espacial em geral e, especificamente, a missão Galileu”, disse Torrence Johnson, um membro da equipe da missão “Galileo”.

Sonda "Galileo" sendo preparada e antes de ser lançada ao espaço

Sonda “Galileo” sendo preparada e antes de ser lançada ao espaço

Ele fazia parte do grupo original que se uniram para promover a missão na NASA e serviu como cientistas interdisciplinares sobre a equipe desde o início. “Um grande ser humano que compartilhou com todos a sua empolgação com a exploração do Universo”, completa Johnson.

Carl sofria de uma doença rara da medula óssea chamada mielodisplasia. As complicações da doença provocaram um quadro de pneumonia irreversível que pôs fim na sua vida em 20 de dezembro de 1996 quando tinha 62 anos.

http://solarsystem.nasa.gov

Tradução e adaptação de Marcelo Pelucio