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Geleiras, satélites soam o alarme

Os satélites oferecem imagens espetaculares de geleiras ao redor do mundo. Eles também fornecem evidência perturbadora de seu declínio, resultando em aumento dos níveis do mar.

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Oraefajokull glacial que cobre o vulcão mais alto da Islândia , foto tirada em 13 de setembro de 2002 pelo satélite americano “Earth”.

A reunião intitulada Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) reuniu-se em Estocolmo para apreciar e decidir sobre o relatório científico final com Projeções de elevação do nível do mar que deve ser revisto para cima.

Em maio, um estudo internacional mostrou que o derretimento das geleiras (excluindo calotas polares da Antártida e da Groenlândia ) foram responsáveis por 30% do aumento do nível do mar entre 2003 e 2009. Para determinar isso, os pesquisadores se basearam em dados fornecidos pelos satélites “ICESat” e “GRACE”.  Sem os satélites seria impossível acompanhar a evolução destes gigantes de gelo, muitas vezes localizados em regiões remotas e condições climáticas extremas. Das 200 mil geleiras em todo o mundo, apenas algumas dezenas são visitadas regularmente por ciêntistas . “O uso de satélites com diferentes instrumentos é essencial”, disse Etienne Berthier, pesquisador e coautor do estudo publicado na revista americana “Science”.

O Monte Everest mostrado em imagens de satélite, nos pontos vermelhos existem medições feitas pelo laser altímetro do satélite ICESat entre 2003 e 2008. Cada ponto representa um círculo de 70 metros de diâmetro

Créditos: A. Kaab , Univ . Oslo.

Créditos: A. Kaab , Univ . Oslo.

 

Por exemplo, os satélites equipado com laser de altímetros medem precisamente a altura das geleiras e montes. Existe inclusive visualização em 3D das geleiras do Mont Blanc derivado das imagens tiradas pelo satélite “SPOT -5”.

Créditos: CNES 2007/ tratamento CNRS

Créditos: CNES 2007/ tratamento CNRS

 

Em contraste, os satélites ópticos (SPOT, Plêiades, Earth, Landsat) permitem conseguir uma escala regional detalhada, por exemplo, em grandes áreas de 120 km o SPOT- 5 pode medir o progresso ou uma queda de geleiras e também detectar uma variação no volume de gelo. Eles mostram em três dimensões feitos a partir de pares de imagens estereoscópicas.

CNES (Agência Espacial Francesa) realizou estudos sobre o Himalaia e novos projetos também na Patagônia, Andes centrais e as geleiras do oeste do Canadá. E esses foram identificados como os principais responsáveis ​​pelo aumento do nível oceanos.

Texto original: CNES

Adaptado para a língua portuguesa por: Marcelo Pelucio (www.marcelopelucio.org)

As mensagens e sons da Terra

Em 1977 nos Estados Unidos da América o presidente era Jimmy Carter. O Petróleo era escasso. Chegava ao fim o “milagre econômico brasileiro. Vivia-se a guerra fria (EUA-URSS). Nesse mundo turbulento e até certo ponto cínico – e em nome dele –A agência espacial americana (NASA) lançou duas sondas gêmeas e pequenas para os padrões de naves espaciais, e do Cabo Canaveral.

Disco de ouro instalado na sonda espacial Voyager 1

Disco de ouro instalado na sonda espacial Voyager 1

As “Voyager 1” e “Voyager 2”, inicialmente concebidas para explorar planetas exteriores: Júpiter, Saturno e suas luas. Além de realizarem esse trabalho com perfeição, e embaladas pela gravidades desses planetas e quase 35 anos após o dia em que deixou a Terra para trás, uma delas, “Voyager ‘” finalmente, passou a ser a maior façanha do ser Humano e essa sonda agora aventura-se além da influência do nosso Sol.

 

As sondas Voyager são tecnicamente não tripuladas, em outro sentido, no entanto, elas carregam toda a humanidade e aceleraram através do espaço. Cada uma das sondas transporta um objeto que é, em todos os sentidos, um recorde – da Terra, da humanidade, da unidade da humanidade para chegar e lutar e sonhar e explorar a imensidão do “Universo”. As duas serão eternamente lembranças épicas, são um produto de Carl Sagan e uma equipe que, em janeiro de 1977, desenvolveram a ideia de levar ao espaço dois discos de ouro, um com os sonhos da Terra e outro com sua história e posição na galáxia e no sistema solar. Se vida extraterrestre inteligente as encontrarão, o mais provável é que nós dessa geração nunca saberemos.