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Paisagens marcianas reveladas pelo Robô Curiosity

Esta imagem das regiões mais elevadas do Monte Sharp mostram nos primeiros três quilômetros uma área repleta de hematite (óxido de ferro-Fe2O3)

Paisagem Marciana

Crédito: NASA/JPL-Caltech/MSSS – 09/09/2015

Na terça-feira, 29 de setembro de 2015, a Curiosity da NASA perfurou o oitavo buraco em Marte, e quinto desde que atingiu o Monte Sharp há um ano. A perfuração dos furos de 65 milímetros de profundidade em uma rocha denominada como “Big Sky” segue várias etapas de trabalho que resultarão na análise dos ingredientes da rocha marciana utilizando os dois laboratórios de química e mineralogia à bordo do robô.

Ashwin Vasavada

“Na Big Sky encontramos o arenito que era esperado”, disse o cientista Ashwin Vasavada.

Este tipo de formação que está relativamente perto de arenito parece estar ter sido alterada por líquidos e possivelmente existam águas subterrâneas com outras substâncias químicas dissolvidas . “Nós estamos esperando para perfurar a rocha próxima e comparar os resultados para entender melhor o solo marciano.”

A Curiosity está atualmente nas encostas mais baixas do Monte Sharp em uma região coberta de arenito transformado em rocha e chamada de “Unidade Stimson” na longa crista que está registrada pela acima imagem encontra-se em abundância a hematite, um óxido de ferro III. No fundo da imagem surge uma planície ondulante rica em minerais argilosos e logo depois morros arredondados, todos sugerem existir minerais de sulfato seco fortemente erodidos pelos ventos.

Texto original: https://www.nasa.gov/feature/curiositys-drill-hole-and-location-are-picture-perfect

Adaptado e traduzido da língua inglesa: Marcelo Pelucio

Formação provocada por líquido encontrada em Marte

Visão panorâmica da formação “Kimberley” em Marte registrada pelo Robô Curiosity da NASA. Os estratos estão em primeiro plano antes do mergulho em direção à base do Monte Sharp, indicando fluxo de líquido em direção a uma bacia que existia antes do maior volume formado pela montanha.

Crédito: NASA

Crédito: NASA

TERRA: UMA “ESTRELA BRILHANTE” NA NOITE MARCIANA

Esta visão do céu no crepúsculo do dia 31 de janeiro de 2014, foi registrada pela câmera do “olho esquerdo” do robô Curiosity (MastCam) e em destaque aparecem o conjunto Terra-Lua. O ponto mais brilhante de luz no céu noturno é a Terra que está um pouco à esquerda do centro da imagem, e nossa lua está logo abaixo do planeta.IDL TIFF file

Os pesquisadores capturaram esta cena cerca de 80 minutos após o pôr do sol no dia marciano 529, ou sol (contagem dos dias de funcionamento do robô no planeta Marte). Todas as imagens recebidas do equipamento são processadas para remover os efeitos dos raios cósmicos.IDL TIFF file

Um observador humano com visão normal, em pé no solo marciano, poderia facilmente ver a Terra e a Lua, como dois pontos brilhantes e distintos.

A distância entre a Terra e Marte quando o equipamento Curiosity fotografou era de cerca de 160 milhões de quilômetros.

O laboratório Jet Propulsion Laboratory da NASA, uma divisão do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, administra o projeto Mars Science Laboratory for Science Mission Directorate da NASA, Washington. JPL projetou e construiu o robô Curiosity. Malin Space Systems Science, San Diego, construiu e opera a Mastcam.

Texto original: NASA  – Crédito da imagem: NASA/JPL-Caltech/MSSS/TAMU

Tradução e adaptação para a língua portuguesa por Marcelo Pelucio

Nasa descobre 715 planetas fora do sistema solar; 4 podem ser habitáveis

O observatório espacial Kepler conseguiu identificar ao menos 715 planetas, quatro deles com condições que poderiam torná-los habitáveis, localizados fora do sistema solar, anunciou hoje a agência espacial NASA.

Observatório espacial Kepler conseguiu identificar ao menos 715 planetas - AP/Nasa

AP/Nasa
Observatório espacial Kepler conseguiu identificar ao menos 715 planetas

Lançado em março de 2009, o observatório Kepler é a primeira missão da Nasa cujo propósito é identificar exoplanetas (planetas fora do sistema solar). Segundo Douglas Hudgins, da Divisão de Astrofísica da agência espacial, “o telescópio mudou totalmente a pesquisa”.

“Há apenas 20 anos só conhecíamos umas dezenas de possíveis candidatos a exoplanetas e agora temos cerca de 1 milhão, a maioria descoberta nos últimos cinco anos”, afirmou Hudgings em uma teleconferência.

Planetas pequenos. Jason Rowe, cientista do instituto Seti, en Mountain View, na Califórnia, disse que “a presença de vários planetas em torno de uma estrela, como ocorre com nosso sistema solar, é bastante comum”.

“Eles são, em sua maioria, planetas pequenos, comparados com a escala dos planetas do sistema solar e, de fato, todos se encontram em sistemas multiplanetários e 95% são menores que Netuno”, acrescentou Rowe. “Encontramos poucos planetas do tamanho de Júpiter.”

“Os novos sistemas descobertos têm planetas com órbitas planas e circulares, como os planetas interiores de nosso sistema solar”, disse o pesquisador.

Sara Seager, professora de ciência e física planetária no Instituto Tecnológico de Massachusetts, assinalou que o novo sistema de identificação “permite comparar os candidatos em grupos e isso nos leva a analisá-los muito mais rápido”.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vida,nasa-descobre-715-planetas-fora-do-sistema-solar-4-podem-ser-habitaveis,1134955,0.htm

Agência Espacial divulga imagens de rios de lava extintos em Marte

PARIS – A Agência Espacial Europeia (ESA) divulgou nesta quinta-feira, 6, fotografias de rios de lava extintos em Marte que provêm de vulcões que estiveram ativos há dezenas de milhões de anos.

As imagens, tiradas em novembro de 2013 pela sonda Marss Express, correspondem à região Tharsis Montes do planeta vermelho, onde se encontram seus maiores vulcões.

Fotografia tirada pela Agência Espacial Europeia de extintos rios de lava em Marte que provêm de vulcões ativos há dezenas de milhões de anos

“Acredita-se que a região vulcânica esteve ativa há dezenas de milhões de anos, relativamente recente na escala geológica do planeta” de 4,6 milhões de anos, indicou a ESA em um comunicado.

A maior das cratera que podem ser observadas nas imagens, o Misttreta, tem diâmetro de 16,5 quilômetros e ficou rodeada por um mar de lava.

Os cientistas acreditam que a primeira das erupções que deram lugar a estes rios de lava aconteceu por um movimento de placas tectônicas.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vida,agencia-espacial-divulga-imagens-de-rios-de-lava-extintos-em-marte,1137886,0.htm

O primeiro “SpaceLab ” comemora 30 anos de lançamento

Trinta anos atrás, numa última semana de novembro, o primeiro Laboratório Espacial Europeu era lançado junto do Ônibus Espacial da Nasa.  O primeiro astronauta da ESA (Agência Espacial Europeia), Ulf Merboldastronauten_merbold_l , voou na missão, marcando a entrada da ESA em voos espaciais tripulados.

Seis astronautas compuseram a missão e mais de setenta experimentos em física solar, física de plasmo do espaço, astronomia, observação da Terra, ciência de materiais, tecnologia e ciências da vida ocorreram. Circularam a Terra 166 vezes e voltaram a bordo do Columbia posando em 8 de dezembro de 1983.Spacelab-1-astronautas

Entre 1983 e 1998 , os módulos do “Spacelab” voaram no ônibus espacial 22 vezes e somaram 244 dias em órbita. Experimentos pesquisaram muitas áreas científicas que levaram ao desenvolvimento de metais da era espacial, utilizados em smartphones, produzidos em massa e as áreas de pesquisa do espaço que mostram a promessa no tratamento de doenças musculares crônicas.

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Texto original: ESA – adaptação para a Língua Portuguesa por Marcelo Pelucio

Crédito de Fotos: NASA e ESA disponíveis nos respectivos websites.

Astronauta Steve Smith trabalha no telescópio Hubble durante a segunda missão de manutenção em 1997.

Astronauta Steve Smith. Crédito: Nasa

 

A ferramenta nas mãos do astronauta da NASA foi especialmente concebida para suportar o ambiente inóspito do espaço, tornando-se um item essencial durante três missões diferentes para trabalho no telescópio Hubble. O telescópio foi construído especificamente para receber manutenções em órbita possuindo peças e instrumentos substituíveis. Os astronautas realizaram quatro dias de caminhadas espaciais durante a segunda missão de manutenção para substituir instrumentos e reparar o equipamento.

 

Gelo flutuante nos lagos de Titã?

A partir de fotos tiradas em 08 de janeiro de 2013 pela sonda “Cassini” através das duas câmeras a bordo que foram projetadas, desenvolvidas e montadas no JPL,

Concepção artística de lagos em Titã

Concepção artística de lagos em Titã

surge nessa imagem  uma previsão artística sobre a existência de gelo de hidrocarbonetos formando em um mar de hidrocarboneto líquido da lua de Saturno, Titã. Um novo modelo científico sugere que grupos gélidos de metano e etano, mostrado aqui de cor clara e podem flutuar sob algumas condições.

A missão Cassini-Huygens é um projeto cooperativo da Nasa, da Agência Espacial Europeia e a Agência Espacial Italiana.

Crédito: NASA / JPL-Caltech / USGS

Adaptação para língua portuguesa: Marcelo Pelucio (www.marcelopelucio.org)

Arcos nos céus

Os anéis de Saturno parecem formar um majestoso arco de todo o planeta nesta imagem da nave espacial Cassini.

Imagem registrada pela sonda Cassini

Imagem registrada pela sonda Cassini

Esta visão olha para o lado iluminado dos anéis e essa imagem foi tirada a partir da câmera grande angular da nave espacial da Cassini, em 15 de junho de 2013, através de um filtro espectral sensível aos comprimentos de onda do infravermelho. A distância estimada no momento do registro era de 1.100 mil km de Saturno.

A missão “Cassini –Huygens” é um projeto cooperativo da Nasa, da Agência Espacial Europeia e a Agência Espacial Italiana. A sonda Cassini e suas duas câmeras a bordo foram projetadas, desenvolvidas e montadas no JPL. A equipe controladora das imagens está baseada no Instituto de Ciência Espacial, em Boulder, estado do Colorado, EUA.

Crédito de imagem e texto original: NASA / JPL- Caltech / Space Science Institute

Adaptação para a língua portuguesa: Marcelo Pelucio (www.marcelopelucio.org)

Uma Estrela Moribunda

Nebulosa em forma de olho cor-de-rosa com o centro em um campo de estrelas

A estrela moribunda é vista nesta imagem combinada do telescópio espacial Spitzer, da NASA e do “Galaxy Evolution Explorer” (GALEX – Explorador de Galáxias), este objeto, chamado de Nebulosa “Helix” , encontra-se a 650 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Aquário. Também conhecido pelo número de catálogo NGC 7293, é um exemplo típico de uma classe de objetos chamados nebulosas planetárias.

Nebulosa Helix - Crédito da imagem: NASA / JPL- Caltech

Nebulosa Helix – Crédito da imagem: NASA / JPL- Caltech

As nebulosas planetárias são realmente os restos de estrelas, elas passaram a maior parte de suas vidas transformando hidrogênio em hélio em grandes reações de fusão nuclear em seus núcleos. Na verdade, este processo de fusão fornece toda a luz e o calor e é o mesmo processo que recebemos do nosso sol e ele florescerá em uma nebulosa planetária quando morrer em cerca de cinco bilhões de anos.

Quando o combustível de hidrogênio para a reação de fusão se esgota, a estrela se transforma em hélio e queimando-o, como fonte de combustível, criando átomos mais pesados, tais como: de carbono, nitrogênio e oxigênio. Eventualmente, o hélio também se esgota, e a estrela morre, jogando fora de suas camadas gasosas exteriores e deixando para trás o pequeno, e quente núcleo denso, chamado de anã branca.

A anã branca é um minúsculo pontinho branco bem no centro da nebulosa com aproximadamente o tamanho da Terra, mas tem uma massa muito próxima à da estrela original, na verdade, uma colher de chá de uma anã branca pesaria tanto quanto alguns elefantes.

O brilho das nebulosas planetárias é particularmente intrigante apresenta uma ampla faixa do espectro, do ultravioleta ao infravermelho. A “Helix” continua reconhecível em qualquer um desses comprimentos de onda, mas a combinação mostrada aqui destaca algumas diferenças sutis.

A intensa radiação ultravioleta da estrela anã branca aquece as camadas de gás expelido, que brilham intensamente no infravermelho. “GALEX” escolheu a luz ultravioleta saindo deste sistema, demonstrado ao longo da nebulosa em azul, enquanto “Spitzer” tem registrado a assinatura infravermelha detalhada da poeira e gás em amarelo, o que não pode ser observado por ele, é capturado pelo “WISE”.

Antes de a estrela morrer, cometas e possivelmente planetas podem ter orbitado a estrela de uma forma ordenada. Quando a estrela explodiu suas camadas exteriores, os corpos gelados e os planetas exteriores teriam sido atirados um sobre o outro, levantando uma tempestade de poeira cósmica que ainda está em curso e os eventuais planetas internos (como a Terra) no sistema podem ter sido queimados ou engolidos na expansão da estrela moribunda.

Matéria original: http://www.jpl.nasa.gov/news/news.php?release=2012-311

Texto original em língua inglesa, traduzido e adaptado por Marcelo Pelucio (www.marcelopelucio.org)