AEXA: México

Fundação: 2007

Muito poucos sabem que o México tem um passado interessante com vistas ao espaço. Em 28 de dezembro de 1957, quase três meses após o lançamento do primeiro satélite artificial, “Sputnik 1” pela antiga União Soviética, foi lançado em San Luis Potosi um foguete de 8 quilogramas e altura de 1,70, impulsionado por propelente sólido e atingiu quatro quilômetros de altura. Um esforço conduzido por acadêmicos e estudantes da Faculdade de Ciências da Universidade San Luis Potosi. Esse emocionante esforço da UASLP pode ser lido no livro “Cabo Tuna”, uma aventura espacial em San Luis Potosi, de José Refugio Martinez Mendoza e publicado pelo Museu de Ciências de San Lis Potosi, em 2010.

lanzamiento-cohete-filostetes-ii

México foi pioneiro no desenvolvimento espacial

Mais tarde, entre 1959 e 1960, a Secretaria de Comunicações e Transportes, lançou dois foguetes de combustível líquido, o “SCT1” e “SCT2”, atingindo altura de quatro e 25 km, respectivamente.

SCT1

A concepção, construção e lançamento com sucesso de foguetes de combustível líquido, neste caso, o oxigênio líquido e álcool não é fácil, porque requer o domínio de uma variedade de disciplinas e de gestão de fluidos criogênicos, entre muitas outras coisas. Engenheiros mexicanos na década de 60 demonstraram a viabilidade da construção destes veículos com tecnologia proprietária e poucos recursos. Uma revisão desse esforço pode ser lido na tradução do artigo “Construção e lançamento dos foguetes “SCT1 SCT2”, escrito por Porfirio Becerril Buitrón, o artigo original aparece no número 9, volume 2 da revista “Transportes e Comunicações” de novembro a dezembro 1960, publicado pela SCT.

Estes sucessos levaram à criação, em 31 de agosto de 1962, a Comissão Nacional do Espaço Exterior (SENCO), a fim de desenvolver a investigação, desenvolvimento e uso pacífico do espaço exterior. O SENCO conduziu o programa de pesquisa da atmosfera superior por meio de três subprogramas: o desenvolvimento de foguetes, satélites de recepção de sinal e desenvolvimento de balões meteorológicos. Nos três, importantes avanços foram obtidos e entre suas maiores conquistas foi a construção de foguetes “MITL”, uma família de foguetes de combustível sólido que atingiu mais de 100 quilômetros de altura. Apesar desses sucessos, em 11 de março de 1977, a dissolução da SENCO foi decretada por ordem presidencial.

Caso não fosse interrompido o desenvolvimento espacial mexicano, é provável que, neste momento a capacidade tecnológica seria comparável à Índia e Coréia.

A Agência Espacial Mexicana é o esforço conjunto do povo mexicano para demonstrar que pode desenvolver a própria tecnologia espacial.

Fonte: http://galia.fc.uaslp.mx/~uragani/cam/quid/quid%2005.pdf

http://karlozduarte.blogspot.com.br/2013/05/mexico-entro-la-carrera-espacial-en.html

http://www.aem.gob.mx/

Adaptação a para língua portuguesa: Marcelo Pelucio (www.marcelopelucio.org)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s