Arquivo do dia: 09/09/2013

30 anos de Cosmos: uma viagem humana

 

Quando a Humanidade deu seu grande salto na Lua em 1969, em torno de meio bilhão de pessoas assistiram empolgadas em pequenas TVs em preto e branco a dois astronautas pisarem em outro mundo. O evento marcou toda uma geração e continua sendo um dos maiores feitos de nossa espécie, mas apenas três anos depois, quando os astronautas da Apollo 17 deram o último adeus ao nosso satélite natural, o interesse popular pela exploração espacial já não era tão grande. Faltava algo mais básico para continuar a alimentar o grande interesse público além da novidade de pisar na Lua.

Foi neste contexto que um cientista espacial que continuava a explorar outros mundos com sondas robóticas renovaria a fascinação de centenas de milhões. Através da mesma telinha, agora a cores e com efeitos especiais e um roteiro quase poético, ele relembraria e para muitos apresentaria pela primeira vez o que realmente significava aquela pegada no solo lunar – e tanto mais além desta façanha.

Desde as verdadeiras dimensões do Universo em que vivemos até a magnífica aventura do conhecimento que levou um pequeno punhado de macacos pelados a se estender por todo um planeta e, com o poder fantástico do método científico, viajar ainda mais longe. À vastidão em que ainda não tocamos, com uma “nave da imaginação” modelada à imagem de uma semente de dente-de-leão ao vento, ele nos levaria cruzando a galáxia por anos-luz.

Quando finalmente retornarmos à Lua depois de um longo afastamento, ou quando visitarmos Marte e os infinitos mundos que nos aguardam pelo espaço, talvez nosso interesse e excitação como um todo dure um tanto mais porque nos lembraremos de sua grande e bela visão.

Falamos, é claro, da série televisiva “Cosmos: Uma Viagem Pessoal” do astrônomo Carl Edward Sagan, cujo primeiro episódio foi ao ar pela TV americana em 28 de setembro de 1980. Toda uma geração, incluindo este que escreve estas linhas, já nasceu e cresceu não sob a sombra, mas sob a luz e inspiração de uma obra ao mesmo tempo popular e imensamente inteligente, sóbria e profundamente atraente.

carlsagan destaques ciencia ceticismo

Três décadas depois, é surpreendente como muito da visão de Sagan do Cosmos seria largamente validada, transformando especulação otimista em fato científico. Um destes elementos mais empolgantes envolve o primeiro planeta fora do sistema solar, que só seria confirmado como descoberta científica quase uma década depois que Sagan despertasse milhões às tantalizantes possibilidades da multiplicidade de mundos.

Pois desde o primeiro exoplaneta em 1988, quase 500 exoplanetas já foram confirmados. Os nove, ou melhor, oito planetas de nosso sistema solar são hoje poucos em comparação com as centenas de outros corpos orbitando estrelas longínquas. E a viagem da imaginação aos fatos não parou aí.

Os dados iniciais de um novo satélite, o Kepler, como parte continuada da exploração do Cosmos, podem mais do que dobrar este número em poucos meses de observação, levando à sugestão de que planetas sejam não só quase onipresentes pela Galáxia, como que até 100 milhões de planetas como a Terra populem a Via Láctea. Por sua vez, apenas uma das centenas de bilhões de galáxias pelo Universo.

Na mesma semana de aniversário de Cosmoso mais forte candidato a exoplaneta potencialmente habitável, chamado Gliese 581 g, foi anunciado com grande animação. A beleza disto é que sendo esta a ciência, a descoberta pode ou não ser confirmada, mas sendo esta a ciência e particularmente uma área que assistiu a enormes avanços nas últimas décadas, é uma questão de tempo até que dezenas, centenas, milhares e quem sabe mesmo milhões de planetas como a Terra sejam comprovados em nossa galáxia.

São números que mesmo o homem dos grandes números, com quem o apresentador Johnny Carsonbrincava sobre os “bilhões e bilhões”, tomaria como uma estimativa muito otimista. O amanhã em que vivemos hoje trata de confirmá-la como fato.

 

Em meio à viagem pelas estrelas, e entre os milhões de planetas como a Terra que podem existir, Sagan também se preocupou muito em abordar as questões muito humanas que enfrentávamos em nosso único e pálido ponto azul. No início da década de 1980, a Guerra Fria começava a se reaquecer enquanto EUA e União Soviética acumulavam dezenas de milhares de ogivas nucleares, um número grande que o cientista espacial se dedicou obstinadamente a diminuir. Poucos anos depois de CosmosCarl Sagan seria um dos descobridores do Inverno Nuclear, destacando ainda mais o perigo de extinção que enfrentávamos como espécie.

Igualmente superando suas mais otimistas expectativas, alguma lucidez tomou conta de líderes de ambos os lados, que passaram a diminuir seu arsenal, até que em 1989 a União Soviética implodiu sem o disparo de nenhuma bomba nuclear. Se superamos a maior urgência deste desafio, por outro lado, perigos sobre os quais Sagan também alertou e que há trinta anos pareciam menores hoje se tornam prioridade, como as mudanças climáticas e todo o impacto que o nosso próprio sucesso descomunal em habitar todos os continentes e contar com um número cada vez maior de confortos exerce sobre o pálido ponto que pode em breve tomar uma cor diferente e menos hospitaleira que o azul.

Vivemos em um fabuloso amanhã, com novos conhecimentos e novos desafios de uma geração somando-se à enorme jornada de milhares de ancestrais explorada em Cosmos. Lamentavelmente, vivemos também sem a companhia de Sagan, que nos deixou cedo apenas 16 anos depois de comover um mundo com a beleza e mesmo a espiritualidade que pode ser encontrada na busca pelo conhecimento através da ciência.

Se Sagan teve uma visão por vezes profética de descobertas futuras, também podemos profetizar com grande segurança que é mera questão de tempo até que um membro da geração sob a luz de Cosmosganhe um prêmio Nobel. E ele – ou ela – será apenas o primeiro de muitos, enquanto Carl Sagan deve ter o mérito de ter inspirado diretamente mais do que qualquer outra pessoa um número gigantesco de jovens a seguir uma carreira científica e ajudar o Cosmos a conhecer a si mesmo.

horsehead destaques ciencia ceticismo

O legado de Sagan vive como uma porção particularmente brilhante de conhecimento, e como tal só deve se multiplicar enquanto novas mentes continuarem sendo inspiradas a buscar saber mais sobre “tudo que existe, tudo que existiu e tudo que existirá”.

É parte da frase com que Carl Sagan iniciou seu primeiro episódio às “margens do oceano cósmico” há três décadas.

E é como definiu o próprio Cosmos.

Fonte: http://www.ceticismoaberto.com/ciencia/3729/30-anos-de-cosmos-uma-viagem-humana reproduzido por Marcelo Pelucio

O sorriso de Marte

(por Luis Fernando Verissimo)

Ainda não sabemos tudo sobre Marte, mas sabemos o bastante para dizer que ele nos decepcionou. Marte foi um blefe. Os tais canais vistos pelas lunetas antigas, provas de que haveria alguma forma de vida inteligente no planeta, mesmo que fosse só de engenheiros, não eram canais. Nenhum vestígio de qualquer tipo de vida apareceu em Marte, muito menos o de uma civilização de homenzinhos verdes, ou de qualquer outra cor, com a capacidade para invadir a Terra. Anos e anos de literatura premonitória e previsões terríveis foram desperdiçados. Nos apavoraram por nada. Como no Iraque, também não havia armas de destruição em massa em Marte.

Marte, fotografado pelo Telescópio Espacial Hubble.

Marte, fotografado pelo Telescópio Espacial Hubble.

Mas, se Marte revelou ser um imenso parque de estacionamento, que não ameaça a Terra, isso não quer dizer que não existam civilizações lá fora que cedo ou tarde entrarão em contato conosco, exigindo nossa submissão ou anunciando a invasão.

Nada nos assegura que, se ainda não fomos invadidos por exércitos extraterrenos, não tenha havido — ou esteja havendo neste momento — missões de prospecção e espionagem, feitas por destacamentos avançados ou por agentes isolados, Não quero assustar ninguém, mas vou contar. Já tive contato com um desses agentes extraterrestres. Desconfiei quando ele disse “Vocês são engraçados…” e eu perguntei “Vocês”, quem? “Vocês” brasileiros? “Vocês” carecas? “Vocês” míopes? Destros? Cardiopatas? E ele respondeu: “Vocês, gente.”

E me confessou (já tinha bebido um pouco) que não era deste mundo, era de outro, e estava prospectando o Universo inteiro atrás de um planeta para ser colonizado pelo seu. Achava que tinha, finalmente, encontrado este planeta. Era a Terra. No seu relatório, recomendaria que a Terra fosse ocupada e sua principal riqueza natural explorada, pois era o que faltava no planeta do qual viera.

Perguntei qual era a riqueza natural que nós tínhamos e eles não e o extraterrestre respondeu: “A poesia.” E perguntou: “Você sabe que a Terra é o único planeta do universo conhecido em que as pessoas dão nome aos ventos?” Fiquei lisonjeado com aquilo, pensando: “Taí, somos todos poetas e não sabíamos”, e perguntei o que fariam com os poetas da Terra no planeta dele.

— Comê-los, claro — respondeu ele.

E explicou que não havia mais poetas no seu planeta porque já tinham comido todos. Ou como eu imaginava que eles tinham se tornado uma civilização tão avançada?

Superfície marciana, com a cratera conhecida como "O Sorriso de Marte"

Superfície marciana, com a cratera conhecida como “O Sorriso de Marte”

Fonte: http://astronomia.blog.br/poetas-luis-fernando-verissimo/

Nasa divulga imagens da Terra e da Lua feitas do espaço

Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute and NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington

agência espacial americana (Nasa, na sigla em inglês), divulgou imagens da Terra e da Lua, seu satélite natural, feitas pelas sondas Cassini – desde Saturno, a quase 1,5 bilhão de quilômetros de distância – e Messenger – primeira sonda a explorar a órbita de Mercúrio, a 98 milhões de quilômetros de distância. Observando de Saturno, Terra e Lua aparecem como meros pontos de luz. É a primeira vez que a câmera de alta resolução da Cassini captura Terra e Lua como dois objetos distintos.

Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute

Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute

Já na imagem capturada pela Messenger, Terra e Lua são menores que um pixel – a menor unidade em fotografia digital –, mas aparecem grande porque estão superexpostos – exposições longas são obrigatórias para captar o máximo de luz possível dos objetos.

Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute

Lançada em 15 de outubro de 1997, a Cassini já transmitiu, em quinze anos de existência, mais de 444 gigabytes (GB) de dados científicos, incluindo mais de 300 mil imagens, material que serviu de base para a produção de mais de 2,5 mil relatórios publicados em revistas científicas. No período, 6,1 bilhões de quilômetros foram percorridos na órbita de Saturno, suficiente para dar 152 mil voltas sobre a Terra. A missão é um projeto cooperativo da Nasa, da agência espacial europeia (ESA) e da agência espacial italiana (ASI).

Leia tudo sobre astronomia no Blog do Maurício Araya – reproduzido por Marcelo Pelucio

A Messenger é uma missão não tripulada da Nasa, gerenciada pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), destinada a estudar características e o ambiente do planeta Mercúrio. A sonda foi lançada em 3 de agosto de 2004, a bordo de um foguete Boeing Delta II, desde o Cabo Canaveral, nos Estados Unidos.

Fotos: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute e Nasa/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington.

Categoria Astronomia • Ciência • Espaço • Mundo | Tags ,

 Por Maurício Araya • quinta-feira, 25 de julho de 2013 às 09:45

http://www.blogsoestado.com/mauricioaraya/2013/07/25/nasa-divulga-imagens-da-terra-e-da-lua-feitas-do-espaco/

NASA World Wind 1.4.0

NASA World Wind 1.4.0

(Sistema: Windows XP/2000/2003)

(Clique na imagem para baixar)

Você já imaginou visitar cada parte do planeta como se estivesse no espaço ou a alguns quilômetros de altura? Ou então como seria viajar pelo espaço e conhecer a superfície de Marte, Vênus, Júpiter ou da nossa Lua? Com este programa, você pode visualizar qualquer um desses lugares virtualmente, via satélite.

NASA World Wind é um software livre que foi lançado na metade de 2004, como parte de um projeto da Agência Aero-Espacial Americana, a NASA. Atualmente, o programa continua sendo aprimorado pela agência, em conjunto com a comunidade do software livre.

World Wind se conecta ao banco de dados da NASA, carregando imagens captadas por seis satélites ao redor do mundo. Aliadas às informações topográficas de cada local, essas imagens formam um ambiente totalmente em três dimensões, por onde você pode facilmente navegar e conhecer os pontos mais diversos da Terra e de planetas vizinhos.

FERRAMENTAS

Busca e Identificação

Você pode buscar lugares por nome e selecionar qual satélite quer usar para visualizar suas imagens, viajando por milhares de pontos interessantes pelo mundo, desde as capitais dos países, até vilarejos isolados nas regiões mais longínquas.

As fronteiras dos países também podem ser visualizadas para ajudar na identificação das regiões. Nos Estados Unidos, por exemplo, até os limites entre os estados podem ser visualizados.

Aproximação

Utilizando o duplo clique ou o scroll do mouse, você aumenta ou diminui a aproximação das visualizações. Assim, pode ter o alcance de uma visão global e depois aproximar em determinada região, obtendo um detalhamento cada vez maior.

Visualização de eventos naturais

Através de uma ferramenta específica, você pode conferir eventos naturais que ocorreram na Terra em uma determinada época. Selecionando o recurso “Rapid Fire MODIS”, ícones aparecem na região em que uma tempestade, erupção vulcânica ou enchente, por exemplo, ocorreram. Assim, quando você clica no ícone, imagens daquele evento podem ser visualizadas.

Recursos Adicionais

Muitos outros recursos estão disponíveis, como uma ferramenta para visualizar animações e conferir informações científicas sobre eventos ocorridos na Terra. Ainda assim, as possibilidades do World Wind podem ser expandidas, através da inclusão de novas imagens e dados. Para isso, existe uma grande variedade de add-ons, que podem ser encontrados no site do desenvolvedor.

O DIFERENCIAL

Similar ao famoso Google Earth, World Wind é capaz de proporcionar uma viagem pelo mundo através de imagens impressionantes, porém, ainda não se equipara ao concorrente quanto ao detalhamento das imagens mais locais. Seu grande diferencial, e que faz o programa realmente se destacar, são as imagens exteriores ao nosso planeta.

Stellarium 0.10.4

(Sistema: Windows XP/Vista/98/2000)

(Clique na imagem para baixar)

“Além de um céu realista em 3D, a nova versão deste fantático programa traz muitas novidades e melhorias.”

Em comemoração os 4 séculos desde as primeiras observações telescópicas do céu feitas por Galileu Galilei, 2009 foi designado como o Ano Internacional da Astronomia. Os desenvolvedores do programa Stellarium resolveram dar um presente para os usuários lançando uma nova versão para este fantástico programa, com diversos recursos aprimorados e algumas novidades.

O Stellarium é um aplicativo gratuito que simula a abóbada celeste em tempo real. Ou seja, com ele o usuário pode observar estrelas, constelações, planetas, aglomerados, nebulosas e muito mais, tudo através da tela do computador, em 3D, e como se estivesse no chão, ao ar livre, olhando para o céu.

A simulação é rica em detalhes e, além de exibir diversas informações acerca de todos os corpos celestes, o Stellarium permite regredir ou avançar no tempo através de um sistema de datas e horários muito eficiente.

 

Menu principal

A primeira diferença notável nesta nova versão no programa diz respeito ao menu principal. Além de não ser mais fixo no canto esquerdo do programa, ele agora é dividido em duas partes. A parte com configurações como localização, data e horário pode ser encontrada do lado direito da tela.

A segunda parte, com as preferências de exibição é encontrada na parte inferior da tela do programa. Ao afastar o mouse dos menus, automaticamente eles serão ocultados. Para exibi-los novamente, basta arrastar o mouse até os cantos da tela. Além disso, o visual do menu está mais moderno, com ícones maiores e mais bonitos. Um show a parte!

Localização do observador

Para que o programa simule o céu exatamente como você vê, é preciso dar a localização exata da cidade em que você se encontra. As opções de busca por localidades do programa foram aperfeiçoadas e agora exibem uma lista bem maior de cidades e países.

Insira sua localização.

Caso sua cidade não esteja na lista, você pode adicioná-la. É só escolher o planeta (sim, você pode escolher Saturno, Júpiter ou qualquer outro planeta e lua do sistema solar), país e, depois, entrar com as coordenadas – latitude, longitude e altitude – da cidade. Pronto, sua localização está na lista!

Paisagens diversas

A nova versão do Stellarium permite ainda que você escolha entre diversas paisagens para simular o ambiente de observação. A novidade fica por conta das novas opções de ambiente: Marte, Lua e oceanos!

Claro que se trata apenas de uma simulação, logo não espere ver o céu como se você estivesse em outro planeta ou em nosso satélite natural, pois a imagem exibida mostra o céu como visto da Terra!

Catálogo de constelações

Saiba o nome das constalações em outras culturas.Se você sempre teve a curiosidade de saber o nome das constelações em outras culturas, não precisa mais ficar procurando pela Internet.

A nova opção “Starlore” do Stellarium possibilita que você veja o nome que as constelações possuem para outros povos, como os chineses, egípcios, coreanos, navajos e muitos outros.

Tradução

O programa está parcialmente traduzido para o português do Brasil. Boa parte das opções, no entanto, ainda encontram-se em inglês. Se você gosta de astronomia e domina bem o inglês, pode ajudar a traduzir o Stellarium para o nosso idioma, é só entrar no site do desenvolvedor e se informar como proceder!

WorldWide Telescope 2.2.41.1

(Sistema: Windows XP/Vista/7)

(Clique na imagem para baixar)

“A Microsoft reagiu e também mirou os céus: observe imagens maravilhosas com este telescópio digital.”

fato que a Microsoft não suporta ficar para trás da concorrência. Talvez não seja exagero afirmar que a empresa de Bill Gates não aceita perder qualquer nicho de mercado. Nos últimos anos, a Google cresceu índices absurdos, o suficiente para ameaçar a gigante do Windows. Agora, a Microsoft responde mais uma vez, atacando em um segmento bem longe da sua zona de conforto.

O WorldWide Telescope é, em uma primeira definição, o Google Sky do Bill Gates. Trata-se de uma ferramenta para estudos astronômicos que concorre diretamente com os programas da Google, mas contando com uma potência gráfica bem mais elaborada, sendo assim, um software bem mais pesado do que os concorrentes.

 

programa utiliza um ambiente web 2.0 para transformar seu computador em um telescópio virtual. Você pode explorar o céu livremente ou através de tours com guias, astrônomos e educadores dos mais famosos observatórios e planetários dos Estados Unidos. É possível também que os próprios usuários criem seus guias, para isso basta clicar sobre “Guided Tours” e em seguida sobre “Create a new tour”.

O programa foi desenvolvido com o Visual Experience Engine, o qual permite visualização em alta definição do céu noturno, planetas e outros tipos de imagem. É possível aplicar uma vasta gama de efeitos, como visão raio-x, zoom, crossfade, etc. Imagine a imagem que deve ser uma supernova explodida há mil anos: você pode vê-la. O mesmo acontece com o sol e diversos outros astros.

Por meio da aba “Explore” os usuários acessam uma série de imagens muito belas captadas por grandes telescópios espaciais e muitas outras fontes reconhecidíssimas da astronomia, como imagens dos telescópios Hubble ou Chandra, que mostram lindas supernovas e tantos outros fenômenos espaciais.

 

Altere para a visualização Hydrogen Alpha para visualizar a distribuição e iluminação de estruturas primordiais de nuvens de hidrogênio. Selecione diferentes pontos de vista: da Lua, dos planetas do sistema solar, visualize astros em suas posições precisas no passado, presente e futuro.

Todo o conteúdo do WorldWide Telescope, entre imagens e informações, passa com folga a barreira dos terabytes. Por isso é importante que o programa seja conectado à internet, assim podem ser carregados novos cenários apenas quando necessários, evitando o uso de espaço desnecessário.

A interface do programa pode ser explorada por crianças, tamanha a facilidade que ela oferece. Mas isso não significa que seja pouco desenvolvida, muito pelo contrário, possui diversas funcionalidades que outros softwares não possuem e, assim, agrega muitas informações e comandos.

Imagens de Panorama podem ser muito bacanas, pois mostram locais e cenas históricas bastante interessantes, como a chegada do homem à Lua e desertos e montanhas geladas, além de uma série de outras que também podem agradar a muitos usuários. Quem é apaixonado pelo tema – ou mesmo só curioso – deve se sentir em casa.

Como começar?

Por oferecer inúmeras possibilidades, fica até complicado saber por onde começar a explorar o céu. Uma boa dica é seguir os tours já prontos para se adaptar ao uso do programa. Para navegar, os recursos são parecidos com programas como Stellarium e Google Earth.

Você pode usar o botão de rolagem do mouse, as teclas -/+ ou Page Up/Page Down para aumentar ou diminuir o zoom. Para rotacionar a visualização, arraste o mouse pela tela com o botão do meio apertado (ou com a tecla Ctrl pressionada).

Clique na miniatura de uma imagem para expandi-la e dê um duplo clique para aproximá-la. Navegue por várias miniaturas com o botão de rolagem do mouse.

O WorldWide Telescope tem quatro vistas principais: a primeira exibe o céu com as estrelas e constelações vistas de Terra; a segunda mostra cada planeta em detalhes; a terceira é para fotografias de estrelas e a quarta tem lindas imagens panorâmicas.

As imagens são, em parte, importadas do Virtual Earth, o que indica alta qualidade e muitos detalhes vistos de qualquer canto. Deve-se lembrar que, quanto maior a qualidade das imagens, mais banda é exigida para o download das informações, por isso é necessário que a internet possua altas velocidades para que tudo seja carregado rapidamente.

Um dos recursos mais empolgantes é o telescópio, o qual transforma seu monitor em uma potente lente e seu teclado nos controles dele, assim cada usuário pode visualizar os locais do espaço sideral que mais lhe agradarem.