Arquivo do mês: setembro 2013

Carl Sagan

Carl Sagan teve um importante papel de liderança no programa espacial americano desde o seu início e foi consultor e conselheiro da NASA desde a década de 1950, também atuou como instrutor dos astronautas da Apollo antes dos voos para a lua.

Carl Sagan e ao seu lado uma réplica da Pedra de Roseta (original está no museu britÂnico)

Carl Sagan e ao seu lado uma réplica da Pedra de Roseta (original está no museu britânico)

Carl nasceu em Nova York em nove de novembro de 1934, se descrevia como um apaixonado desde a infância por ficção científica e desenvolveu grande fascínio por astronomia desde aquela época, quando descobriu que todas as estrelas no céu noturno são sóis distantes.

Incentivado por seus pais seguiu o caminho das ciências e sua curiosidade científica nata levou-o a graduar-se quatro vezes em astronomia e astrofísica pela Universidade de Chicago.

Em seu papel como cientista visitante no “Jet Propulsion Laboratory (JPL)”, em Pasadena , na Califórnia, Carl ajudou a projetar e gerenciar a missão “Mariner 2” a Vênus, a “Mariner 9” e “Viking 1 e 2” a Marte, a “Voyager 1 e 2” missões no sistema solar exterior e a missão “Galileu” para Júpiter . A pesquisa de Sagan ajudou a resolver os mistérios da alta temperatura de Vênus (um enorme efeito estufa), as mudanças sazonais de Marte (poeira soprada pelo vento ) e da névoa avermelhada (moléculas orgânicas complexas) de Titã o maior satélite natural de Saturno.

Carl foi muitas vezes descrito como “o cientista que fez o Universo mais ‘fácil’ para as pessoas leigas”. Ele ajudou a popularizar a ciência através da escrita de centenas de artigos e mais de duas dezenas de livros. Ganhou o Prêmio Pulitzer em 1975 por seu livro “Os Dragões do Éden” e sua série de televisão “Cosmos” foi um dos programas mais assistidos na história da televisão pública sendo vista por mais de 500 milhões de pessoas em 60 países diferentes.

Ensinou e realizou pesquisas na Universidade de Harvard. Em 1968, tornou-se professor na Universidade de Cornell, onde ele também foi o diretor do Laboratório de Estudos Planetários. Era bem conhecido como um pioneiro no campo da “exobiologia”, que é o estudo da possibilidade de vida extraterrestre. Estava entre os primeiros a determinar que a vida pudesse ter existido em Marte e apelou para a NASA ampliar sua exploração do Universo.

Com Louis Friedman e Bruce Murray fundaram a “The Planetary Society”,

Fundadores da Sociedade Planetária

Fundadores da Sociedade Planetária

uma organização pública, em 1980, que inspira , informa e envolve o público nas maravilhas da exploração espacial. A organização também faz papel fundamental para influenciar as decisões do governo em matéria de financiamento voos espaciais através de suas campanhas de base.

“Carl foi um dos maiores intelectos por trás da gênese da exploração espacial em geral e, especificamente, a missão Galileu”, disse Torrence Johnson, um membro da equipe da missão “Galileo”.

Sonda "Galileo" sendo preparada e antes de ser lançada ao espaço

Sonda “Galileo” sendo preparada e antes de ser lançada ao espaço

Ele fazia parte do grupo original que se uniram para promover a missão na NASA e serviu como cientistas interdisciplinares sobre a equipe desde o início. “Um grande ser humano que compartilhou com todos a sua empolgação com a exploração do Universo”, completa Johnson.

Carl sofria de uma doença rara da medula óssea chamada mielodisplasia. As complicações da doença provocaram um quadro de pneumonia irreversível que pôs fim na sua vida em 20 de dezembro de 1996 quando tinha 62 anos.

http://solarsystem.nasa.gov

Tradução e adaptação de Marcelo Pelucio

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MARCIANOS NÃO ENCONTRADOS: CURIOSITY NÃO ENCONTRA METANO EM MARTE

 

O instrumento TLS (Tunable Laser Spectrometer),
montado no robô Curiosity, não encontrou
qualquer sinal de metano em Marte.
[Imagem: NASA]

O robô Curiosity não encontrou qualquer sinal de metano na atmosfera de Marte.

O resultado foi recebido como um balde de água fria pelos pesquisadores, uma vez que dados anteriores, coletados por sondas espaciais e telescópios, foram interpretados como detecções positivas e muito significativas.

A presença de metano na atmosfera de Marte é uma questão de grande interesse porque o metano pode ser um sinal potencial de vida, embora o gás também possa ser produzido por fontes não biológicas.

Na Terra, cerca de 90% do metano presente na atmosfera é emitido por coisas vivas ou restos de vida passada.

O gás também pode ser produzido por processos geológicos ou pode ser trazido por asteroides ou cometas.

Os instrumentos do Curiosity analisaram amostras da atmosfera marciana em busca do metano seis vezes, de outubro de 2012 até junho de 2013 – e todos os resultados foram iguais: zero metano.

Os primeiros resultados, publicados ainda em 2012, já indicavam que poderia não haver metano em Marte, apesar da grande expectativa em contrário.

Dada a sensibilidade do instrumento utilizado – o TLS, sigla em inglês para Espectrômetro a Laser Ajustável – e a não detecção do gás, os cientistas calculam que a quantidade de metano na atmosfera marciana hoje não seria maior do que 1,3 parte por bilhão.

Pretensos sinais de metano em Marte,
com dados de telescópios terrestres
e sondas em órbita de Marte.
[Imagem: NASA/M.Mumma]

Os estudos anteriores haviam concluído pela presença de até 45 partes por bilhão.

As medições do Curiosity não são consistentes com concentrações tão elevadas mesmo se o metano estivesse disperso globalmente.

“Teria sido emocionante encontrar metano, mas temos muita confiança em nossas medições, e o progresso na expansão do conhecimento é o que é realmente importante,” disse Chris Webster, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. “Nós medimos repetidamente, da primavera marciana até o fim do verão, sem nenhuma detecção de metano.”

Não há nenhuma maneira conhecida para o metano desaparecer rapidamente da atmosfera. As moléculas de metano são muito persistentes, e levaria séculos para o gás se decompor no ar rarefeito de Marte.

Bibliografia:

Low Upper Limit to Methane Abundance on Mars
Christopher R. Webster, Paul R. Mahaffy, Sushil K. Atreya, Gregory J. Flesch, Kenneth A. Farley, MSL Science Team
Science
Vol.: Published online
DOI: 10.1126/science.1242902

Fonte: Inovação Tecnológica

Disponível em:

http://cacarlsagan.blogspot.com.br/2013/09/marcianos-nao-encontrados-curiosity-nao.html#more

Homenagem a Carl Sagan

Encontramos essa bela homenagem ao cientista Carl Sagan e reproduzimos aqui.

“É a primeira vez que coloco no blog um quadrinho que não é meu, mas necessitava compartilhar esse que achei muito bom! É um blog em inglês chamado Zenpencil onde ele faz quadrinhos com textos famosos (muita vontade de fazer algo assim). O texto do quadrinho abaixo trata-se do cientista, astrônomo e astrofísico Carl Sagan. Fiz questão de traduzir para vocês.”2013-01-21-sagan2-baixa

Carl Sagan,  é considerado um dos divulgadores científicos mais carismáticos e influentes da história. Possui mais de 600 publicações cientificas e é autor de mais de 20 livros.   Em uma época em que as belezas do universo não era tão divulgadas se restringindo aos cientistas e astrônomos, Sagan sempre tentava divulgar as grandes descobertas de uma maneira simples e acessível. A partir desse ponto, ele lançou a série “cosmos” em 1980. São 13 episódios onde Sagan explica para o mundo as belezas e mistérios do universo segundo a ciência moderna.

Aqui você curte uma pequena parte da série “cosmos” com seu famoso monólogo sobre o nosso planeta, o pálido ponto azul (vale a pena ver):

Aproveitando, já que estamos falando sobre o universo, vale a pena acessar o site abaixo.

Nele, você irá fazer uma viagem em nossa galáxia! Apenas uma em um mar de trilhões de outras. Clique na imagem e faça uma boa viagem.

universo

Experimento e análise da atmosfera de Marte

Esta imagem faz uma demonstração do laboratório da câmara de medição dentro do espectrômetro de laser, um instrumento instalado no robô “Curiosity” da NASA (agência espacial estadunidense) em Marte. Nessa demonstração os lasers usados são visíveis a olho nu ou invés dos infravermelhos no espectrômetro real e demostra como os lasers saltam entre os espelhos na câmara de medição.

Demostração do espectometro a Laser do robô "Curiosity"

Demostração do espectometro a Laser do robô “Curiosity”

A experiência faz parte das análises para conhecer a atmosfera marciana e os cientistas analisam através da medição da absorção de luz em comprimentos de onda específicos, quais são as concentrações de metano, dióxido de carbono e vapor de água e diferentes isótopos de esses gases naquele planeta.

O que é um espectrômetro a laser?

Um de espectrômetro a laser é capaz de revelar como são compostas as rochas e a atmosfera marciana, por exemplo, Seu funcionamento pode ser explicado facilmente, embora sejam envolvidas tecnologias complexas no seu funcionamento, principalmente porque é operado a 78 milhões de quilômetros (distância da órbita da Terra até Marte), o equipamento através da emissão de grande quantidade de energia ocorre uma vaporização do material colhido. Esse material, como tudo, tende a voltar ao estado inicial e nesse momento, ao perder energia, emite fótons (ondas de luz) e é através da análise da frequência de onda emitida que os cientistas podem determinar qual a composição daquela amostra. O robô Curiosity, na cratera “Gale” em Marte, rastreia possíveis vestígios de vida no planeta e qual a composição da atmosfera e rochas marcianas.

 

Crédito da imagem e texto original: NASA / JPL-Caltech

Tradução e adaptação por: Marcelo Pelucio

As mensagens e sons da Terra

Em 1977 nos Estados Unidos da América o presidente era Jimmy Carter. O Petróleo era escasso. Chegava ao fim o “milagre econômico brasileiro. Vivia-se a guerra fria (EUA-URSS). Nesse mundo turbulento e até certo ponto cínico – e em nome dele –A agência espacial americana (NASA) lançou duas sondas gêmeas e pequenas para os padrões de naves espaciais, e do Cabo Canaveral.

Disco de ouro instalado na sonda espacial Voyager 1

Disco de ouro instalado na sonda espacial Voyager 1

As “Voyager 1” e “Voyager 2”, inicialmente concebidas para explorar planetas exteriores: Júpiter, Saturno e suas luas. Além de realizarem esse trabalho com perfeição, e embaladas pela gravidades desses planetas e quase 35 anos após o dia em que deixou a Terra para trás, uma delas, “Voyager ‘” finalmente, passou a ser a maior façanha do ser Humano e essa sonda agora aventura-se além da influência do nosso Sol.

 

As sondas Voyager são tecnicamente não tripuladas, em outro sentido, no entanto, elas carregam toda a humanidade e aceleraram através do espaço. Cada uma das sondas transporta um objeto que é, em todos os sentidos, um recorde – da Terra, da humanidade, da unidade da humanidade para chegar e lutar e sonhar e explorar a imensidão do “Universo”. As duas serão eternamente lembranças épicas, são um produto de Carl Sagan e uma equipe que, em janeiro de 1977, desenvolveram a ideia de levar ao espaço dois discos de ouro, um com os sonhos da Terra e outro com sua história e posição na galáxia e no sistema solar. Se vida extraterrestre inteligente as encontrarão, o mais provável é que nós dessa geração nunca saberemos.

Sonda espacial da NASA alcança o espaço interestelar

Pasadena, Califórnia – A Sonda “Voyager 1” da NASA, agência espacial estadunidense passou a ser  oficialmente o primeiro objeto feito pelo homem a se aventurar no espaço interestelar. A sonda de 36 anos de idade, está a cerca de  19 bilhões de quilômetros do nosso sol. Novas e inesperados dados indicam que a “Voyager 1” viajará cerca de um ano em ao plasma ou gás ionizado, presente no espaço entre as estrelas . A sonda espacial “Voyager 1” está em uma região de transição imediatamente fora da bolha solar, onde alguns efeitos do nosso sol ainda são evidentes. Um relatório sobre a análise destes novos dados, esforço liderado por Don Gurnett e a equipe de ciência de plasma na Universidade de Iowa, da cidade e estado de Iowa,EUA, está publicado na edição de quinta-feira da revista Science .

Artist's concept depicts NASA's Voyager 1 spacecraft entering interstellar space
O desenho artístico mostra a sonda “Voyager 1” entrando no espaço entre as estrelas.
Espaço interestelar é dominado por plasma, gás ionizado (neblina marrom), material expelido por gigantescas estrelas há milhões de anos.
 “Agora que temos novos dados fundamentais, acreditamos que este é o salto histórico da humanidade para o espaço interestelar”, disse Ed Stone, cientista do projeto “Voyager” baseado no Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena. “A equipe da “Voyager” precisava de tempo para analisar essas observações e dar sentido a eles, mas agora podemos responder à pergunta que estamos todos pensando? Falta muito para chegar? ” Sim, pensamos que falta”.

A “Voyager 1”, em 2004, foi a primeira que detectou o aumento da pressão do espaço interestelar na heliosfera, uma bolha de partículas carregadas em torno do sol, que vai muito além dos planetas exteriores. Os cientistas em seguida incrementaram sua busca por evidências de chegada da espaçonave no espaço interestelar, porém, a análise e interpretação dos dados podem levar meses ou anos. Embora a sonda não possua um sensor de plasma, os cientistas conseguiram de maneira diferente medir o ambiente de plasma em torno da sonda para fazer uma determinação definitiva de sua localização. A medição de ejeção de massa coronal, explosões massivas, vento solar e campos magnéticos, que surgiram do sol a partir de março de 2012 forneceram aos cientistas os dados que precisavam. Quando este presente inesperado do sol finalmente chegou ao local de trânsito da “Voyager 1”, 13 meses depois, em abril de 2013, o plasma ao redor da nave espacial começou a vibrar como uma corda de violino, em 9 de abril, instrumento de ondas de plasma da “Voyager 1” detectaram o movimento. O campo das oscilações ajudou cientistas a determinar a densidade do plasma. As oscilações particulares significaram que a nave espacial foi banhada em plasma 40 vezes mais densa do que o que tinha encontrado na camada exterior da heliosfera e densidade dessa espécie é de se esperar somente no espaço interestelar.  A equipe científica que realizou a revisão do dados encontrou um conjunto mais fraco antes de oscilações em outubro e novembro de 2012, através da extrapolação das densidades de plasma de medição de ambos os eventos determinou-se que a “Voyager 1” entrou pela primeira vez no espaço interestelar em agosto de 2012. “Nós literalmente pulamos da cadeira quando vimos essas oscilações em nossos dados, porque, eles nos mostraram que a nave estava em uma região totalmente nova se comparado ao que era esperado no espaço interestelar, e totalmente diferente do que na bolha solar”, disse Gurnett. “É claro que tinha passado o limite hipotético entre o plasma solar e o plasma interestelar”. Os novos dados de plasma sugeriram um calendário compatível com as mudanças bruscas, duráveis ​​e a densidade de partículas energéticas que foram detectadas pela primeira vez em 25 de agosto de 2012 . A equipe “Voyager” aceita esta data como a chegada ao espaço interestelar

.Artist's concept of Voyager 1 and 2

Além da “Bolha”: As sondas “Voyager 1 e 2”

são mostradas nesta figura à beira da heliosfera, uma bolha criada pelo vento solar.

Crédito de imagem: NASA / JPL-Caltech

http://www.nasa.gov/sites/default/files/pia17048twovs_1.jpg?itok=0a-F7p0Y

 “O Trabalho duro da equipe para construir uma nave espacial durável e gerir cuidadosamente os recursos limitados da espaçonave “Voyager” é um grande passo da humanidade”, disse Suzanne Dodd, diretora do projeto “Voyager”, baseado no “Jet Propulsion Laboratory” da NASA. “Esperamos que os instrumentos científicos de partículas instalados na “Voyager”  continuem a enviar dados através do espaço interestelar até pelo menos o ano de 2020. Esperamos que  os instrumentos da “Voyager” sejam capazes de nos mostra dados sobre o espaço profundo” . “Voyager 1” e sua gêmea, a “Voyager 2” , foram lançadas com 16 dias de diferença em 1977. Ambas as sondas passaram por Júpiter e Saturno. A “Voyager 2” também voou por Urano e Netuno. A sonda de número “2” foi lançada antes da “1”, e é a maior nave espacial operada continuamente. Estando cerca de 15 bilhões de quilômetros de distância do nosso sol. No programa Cosmos, série produzida por Carl Sagan existem informações sobre as duas sondas, naquele momento o cientista participou ativamente desse projeto. Os controladores da missão “Voyager” ainda recebem dados das duas sondas todos os dias, embora os sinais emitidos sejam muito fracos, aproximadamente 23 watts (equivalendo uma lâmpada de refrigerador doméstico), no momento em que os sinais chegam à Terra, eles são uma fração de um bilhão de bilionésimo de um único watt. Dados de instrumentos da “Voyager 1” são transmitidas para a Terra  e levam cerca de 17 horas percorrendo a velocidade da luz, depois que os dados são transmitidos para “JPL” e depois de processados ​​pelas equipes da ciência, os dados da são disponibilizados publicamente. “Voyager tem corajosamente ido onde nenhum sonda foi antes, marcando um dos avanços tecnológicos mais significativos nos anais da história da ciência, e adicionando um novo capítulo em sonhos e esforços científicos humanos”, disse John Grunsfeld, administrador associado da NASA para ciência e baseado em Washington.” Talvez no futuro os exploradores do espaço profundo irão encontrar com a sonda “Voyager”, o primeiro equipamento produzido pelo homem e enviado ao espaço interestelar.” Os cientistas não sabem quando a “Voyager 1”  chegará a parte intacta do espaço interestelar, onde não há influência do nosso sol e também não estão certos quando a “Voyager 2”  cruzará o espaço interestelar, mas eles acreditam que não é muito longe de acontecer. A JPL construiu e opera até hoje as naves espaciais “Voyager”. Com o nome original de “Voyager Interstellar Mission” todos os esforços de leitura e interpretação de dados estão a cargo do Observatório de Heliofísica da NASA , na Divisão de Missões Científicas da NASA em Washington. O custo das sondas “Voyager 1” e “Voyager 2”, incluindo o lançamento, operações da missão, baterias nucleares da nave e administração até setembro de 2013 equivalem a cerca de 988 milhões de dólares americanos. Os arquivos de som das oscilações detectadas pela “Voyager” no espaço interestelar, animações e outras informações. Visite : http://www.nasa.gov/voyager . Para uma imagem do sinal de rádio da “Voyager 1” em 21 de fevereiro do Observatório “National Radio Astronomy”  instalado no Havaí. visite:

Jia-Rui C. Cook/D.C. Agle 818-354-0850/818-393-9011

Jet Propulsion Laboratory, Pasadena, Calif. jccook@jpl.nasa.gov Dwayne Brown 202-358-1726 Headquarters, Washington dwayne.c.brown@nasa.gov   Texto original: http://www.nasa.gov/mission_pages/voyager/voyager20130912.html#.UjKY58aTh8F – Traduzido e adaptado por Marcelo Pelucio. (www.marcelopelucio.com.br)

Pesquisadores brasileiros encontram ‘gêmea mais velha’ do Sol

Ambas têm os mesmos elementos químicos, o que significa que a estrela, distante 250 anos-luz, também teria condições de formar planetas rochosos como a Terra

28 de agosto de 2013 | 16h 23
Giovana Girardi – O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – Astrônomos brasileiros, em colaboração com pesquisadores estrangeiros, descobriram uma estrela, na constelação de Capricórnio, que pode ser considerada uma espécie de irmã gêmea do nosso Sol, só que bem mais velha.

A nova estrela (centro) foi apelidada apenas de HIP 102152 - ESO/Divulgação
ESO/Divulgação
A nova estrela (centro) foi apelidada apenas de HIP 102152

O parentesco se dá porque a nova estrela, apelidada apenas de HIP 102152, tem a mesma massa e a mesma composição química do Sol. Ou seja, ambas têm os mesmos elementos químicos, o que significa que a estrela, distante 250 anos-luz da Terra, também teria condições de formar planetas rochosos como o nosso.

Por enquanto já se viu que não há no seu entorno planetas gigantes gasosos, mas ainda existe a expectativa de encontrar pequenos planetas como a Terra.

Para os astrônomos, porém, o interessante maior, e mais imediato, da descoberta é ter a possibilidade de visualizar como a nossa estrela vai evoluir.

“O que define a evolução de uma estrela é sua massa e sua composição química. A observação dessa estrela vai nos trazer pistas de como será o futuro da nossa, de como o Sol vai envelhecer”, afirma o pesquisador Jorge Meléndez, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG), da USP, que liderou o trabalho.

“O Sol, com 4,6 bilhões de anos, está na metade da sua vida. Deve ter mais uns 5 bilhões de anos. Mas infelizmente nós astrônomos só o temos observado com telescópio há 400 anos (desde que Galileu Galilei fez as primeiras observações), o que torna impossível estudá-lo só com base nelas”, afirma o astrônomo.

“Por isso é importante encontrar gêmeos. Existem já outras estrelas candidatas, a primeira foi encontrada em 1997, mas essa é a mais velha, tem 8,2 bilhões de anos”, conta. O trabalho também identificou uma gêmea mais nova, 18 Scorpii, que deve ter cerca de 2,9 bilhões de anos.

Meléndez e colegas (mais 5 brasileiros e 4 estrangeiros) anunciaram nesta quarta, em coletiva de imprensa, o trabalho, que está publicado na revista The Astrophysical Journal Letters. A descoberta foi feita a partir de observações no Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO).

Nome popular. Para atrair o interesse da população para a descoberta, os pesquisadores lançaram um concurso para a escolha de um nome popular para a estrela. Interessados devem enviar uma sugestão de nome e uma história para a estrela até o dia 1º de outubro. O 1º lugar vai ganhar um tablet, o segundo, um telescópio, e o terceiro, um conjunto de livros de astronomia. Mais informações em:www.iag.usp.br/astronomia/gemeosolar

 

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,pesquisadores-brasileiros-encontram-gemea-mais-velha-do-sol,1068814,0.htm

30 anos de Cosmos: uma viagem humana

 

Quando a Humanidade deu seu grande salto na Lua em 1969, em torno de meio bilhão de pessoas assistiram empolgadas em pequenas TVs em preto e branco a dois astronautas pisarem em outro mundo. O evento marcou toda uma geração e continua sendo um dos maiores feitos de nossa espécie, mas apenas três anos depois, quando os astronautas da Apollo 17 deram o último adeus ao nosso satélite natural, o interesse popular pela exploração espacial já não era tão grande. Faltava algo mais básico para continuar a alimentar o grande interesse público além da novidade de pisar na Lua.

Foi neste contexto que um cientista espacial que continuava a explorar outros mundos com sondas robóticas renovaria a fascinação de centenas de milhões. Através da mesma telinha, agora a cores e com efeitos especiais e um roteiro quase poético, ele relembraria e para muitos apresentaria pela primeira vez o que realmente significava aquela pegada no solo lunar – e tanto mais além desta façanha.

Desde as verdadeiras dimensões do Universo em que vivemos até a magnífica aventura do conhecimento que levou um pequeno punhado de macacos pelados a se estender por todo um planeta e, com o poder fantástico do método científico, viajar ainda mais longe. À vastidão em que ainda não tocamos, com uma “nave da imaginação” modelada à imagem de uma semente de dente-de-leão ao vento, ele nos levaria cruzando a galáxia por anos-luz.

Quando finalmente retornarmos à Lua depois de um longo afastamento, ou quando visitarmos Marte e os infinitos mundos que nos aguardam pelo espaço, talvez nosso interesse e excitação como um todo dure um tanto mais porque nos lembraremos de sua grande e bela visão.

Falamos, é claro, da série televisiva “Cosmos: Uma Viagem Pessoal” do astrônomo Carl Edward Sagan, cujo primeiro episódio foi ao ar pela TV americana em 28 de setembro de 1980. Toda uma geração, incluindo este que escreve estas linhas, já nasceu e cresceu não sob a sombra, mas sob a luz e inspiração de uma obra ao mesmo tempo popular e imensamente inteligente, sóbria e profundamente atraente.

carlsagan destaques ciencia ceticismo

Três décadas depois, é surpreendente como muito da visão de Sagan do Cosmos seria largamente validada, transformando especulação otimista em fato científico. Um destes elementos mais empolgantes envolve o primeiro planeta fora do sistema solar, que só seria confirmado como descoberta científica quase uma década depois que Sagan despertasse milhões às tantalizantes possibilidades da multiplicidade de mundos.

Pois desde o primeiro exoplaneta em 1988, quase 500 exoplanetas já foram confirmados. Os nove, ou melhor, oito planetas de nosso sistema solar são hoje poucos em comparação com as centenas de outros corpos orbitando estrelas longínquas. E a viagem da imaginação aos fatos não parou aí.

Os dados iniciais de um novo satélite, o Kepler, como parte continuada da exploração do Cosmos, podem mais do que dobrar este número em poucos meses de observação, levando à sugestão de que planetas sejam não só quase onipresentes pela Galáxia, como que até 100 milhões de planetas como a Terra populem a Via Láctea. Por sua vez, apenas uma das centenas de bilhões de galáxias pelo Universo.

Na mesma semana de aniversário de Cosmoso mais forte candidato a exoplaneta potencialmente habitável, chamado Gliese 581 g, foi anunciado com grande animação. A beleza disto é que sendo esta a ciência, a descoberta pode ou não ser confirmada, mas sendo esta a ciência e particularmente uma área que assistiu a enormes avanços nas últimas décadas, é uma questão de tempo até que dezenas, centenas, milhares e quem sabe mesmo milhões de planetas como a Terra sejam comprovados em nossa galáxia.

São números que mesmo o homem dos grandes números, com quem o apresentador Johnny Carsonbrincava sobre os “bilhões e bilhões”, tomaria como uma estimativa muito otimista. O amanhã em que vivemos hoje trata de confirmá-la como fato.

 

Em meio à viagem pelas estrelas, e entre os milhões de planetas como a Terra que podem existir, Sagan também se preocupou muito em abordar as questões muito humanas que enfrentávamos em nosso único e pálido ponto azul. No início da década de 1980, a Guerra Fria começava a se reaquecer enquanto EUA e União Soviética acumulavam dezenas de milhares de ogivas nucleares, um número grande que o cientista espacial se dedicou obstinadamente a diminuir. Poucos anos depois de CosmosCarl Sagan seria um dos descobridores do Inverno Nuclear, destacando ainda mais o perigo de extinção que enfrentávamos como espécie.

Igualmente superando suas mais otimistas expectativas, alguma lucidez tomou conta de líderes de ambos os lados, que passaram a diminuir seu arsenal, até que em 1989 a União Soviética implodiu sem o disparo de nenhuma bomba nuclear. Se superamos a maior urgência deste desafio, por outro lado, perigos sobre os quais Sagan também alertou e que há trinta anos pareciam menores hoje se tornam prioridade, como as mudanças climáticas e todo o impacto que o nosso próprio sucesso descomunal em habitar todos os continentes e contar com um número cada vez maior de confortos exerce sobre o pálido ponto que pode em breve tomar uma cor diferente e menos hospitaleira que o azul.

Vivemos em um fabuloso amanhã, com novos conhecimentos e novos desafios de uma geração somando-se à enorme jornada de milhares de ancestrais explorada em Cosmos. Lamentavelmente, vivemos também sem a companhia de Sagan, que nos deixou cedo apenas 16 anos depois de comover um mundo com a beleza e mesmo a espiritualidade que pode ser encontrada na busca pelo conhecimento através da ciência.

Se Sagan teve uma visão por vezes profética de descobertas futuras, também podemos profetizar com grande segurança que é mera questão de tempo até que um membro da geração sob a luz de Cosmosganhe um prêmio Nobel. E ele – ou ela – será apenas o primeiro de muitos, enquanto Carl Sagan deve ter o mérito de ter inspirado diretamente mais do que qualquer outra pessoa um número gigantesco de jovens a seguir uma carreira científica e ajudar o Cosmos a conhecer a si mesmo.

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O legado de Sagan vive como uma porção particularmente brilhante de conhecimento, e como tal só deve se multiplicar enquanto novas mentes continuarem sendo inspiradas a buscar saber mais sobre “tudo que existe, tudo que existiu e tudo que existirá”.

É parte da frase com que Carl Sagan iniciou seu primeiro episódio às “margens do oceano cósmico” há três décadas.

E é como definiu o próprio Cosmos.

Fonte: http://www.ceticismoaberto.com/ciencia/3729/30-anos-de-cosmos-uma-viagem-humana reproduzido por Marcelo Pelucio

O sorriso de Marte

(por Luis Fernando Verissimo)

Ainda não sabemos tudo sobre Marte, mas sabemos o bastante para dizer que ele nos decepcionou. Marte foi um blefe. Os tais canais vistos pelas lunetas antigas, provas de que haveria alguma forma de vida inteligente no planeta, mesmo que fosse só de engenheiros, não eram canais. Nenhum vestígio de qualquer tipo de vida apareceu em Marte, muito menos o de uma civilização de homenzinhos verdes, ou de qualquer outra cor, com a capacidade para invadir a Terra. Anos e anos de literatura premonitória e previsões terríveis foram desperdiçados. Nos apavoraram por nada. Como no Iraque, também não havia armas de destruição em massa em Marte.

Marte, fotografado pelo Telescópio Espacial Hubble.

Marte, fotografado pelo Telescópio Espacial Hubble.

Mas, se Marte revelou ser um imenso parque de estacionamento, que não ameaça a Terra, isso não quer dizer que não existam civilizações lá fora que cedo ou tarde entrarão em contato conosco, exigindo nossa submissão ou anunciando a invasão.

Nada nos assegura que, se ainda não fomos invadidos por exércitos extraterrenos, não tenha havido — ou esteja havendo neste momento — missões de prospecção e espionagem, feitas por destacamentos avançados ou por agentes isolados, Não quero assustar ninguém, mas vou contar. Já tive contato com um desses agentes extraterrestres. Desconfiei quando ele disse “Vocês são engraçados…” e eu perguntei “Vocês”, quem? “Vocês” brasileiros? “Vocês” carecas? “Vocês” míopes? Destros? Cardiopatas? E ele respondeu: “Vocês, gente.”

E me confessou (já tinha bebido um pouco) que não era deste mundo, era de outro, e estava prospectando o Universo inteiro atrás de um planeta para ser colonizado pelo seu. Achava que tinha, finalmente, encontrado este planeta. Era a Terra. No seu relatório, recomendaria que a Terra fosse ocupada e sua principal riqueza natural explorada, pois era o que faltava no planeta do qual viera.

Perguntei qual era a riqueza natural que nós tínhamos e eles não e o extraterrestre respondeu: “A poesia.” E perguntou: “Você sabe que a Terra é o único planeta do universo conhecido em que as pessoas dão nome aos ventos?” Fiquei lisonjeado com aquilo, pensando: “Taí, somos todos poetas e não sabíamos”, e perguntei o que fariam com os poetas da Terra no planeta dele.

— Comê-los, claro — respondeu ele.

E explicou que não havia mais poetas no seu planeta porque já tinham comido todos. Ou como eu imaginava que eles tinham se tornado uma civilização tão avançada?

Superfície marciana, com a cratera conhecida como "O Sorriso de Marte"

Superfície marciana, com a cratera conhecida como “O Sorriso de Marte”

Fonte: http://astronomia.blog.br/poetas-luis-fernando-verissimo/

Nasa divulga imagens da Terra e da Lua feitas do espaço

Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute and NASA/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington

agência espacial americana (Nasa, na sigla em inglês), divulgou imagens da Terra e da Lua, seu satélite natural, feitas pelas sondas Cassini – desde Saturno, a quase 1,5 bilhão de quilômetros de distância – e Messenger – primeira sonda a explorar a órbita de Mercúrio, a 98 milhões de quilômetros de distância. Observando de Saturno, Terra e Lua aparecem como meros pontos de luz. É a primeira vez que a câmera de alta resolução da Cassini captura Terra e Lua como dois objetos distintos.

Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute

Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute

Já na imagem capturada pela Messenger, Terra e Lua são menores que um pixel – a menor unidade em fotografia digital –, mas aparecem grande porque estão superexpostos – exposições longas são obrigatórias para captar o máximo de luz possível dos objetos.

Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute

Lançada em 15 de outubro de 1997, a Cassini já transmitiu, em quinze anos de existência, mais de 444 gigabytes (GB) de dados científicos, incluindo mais de 300 mil imagens, material que serviu de base para a produção de mais de 2,5 mil relatórios publicados em revistas científicas. No período, 6,1 bilhões de quilômetros foram percorridos na órbita de Saturno, suficiente para dar 152 mil voltas sobre a Terra. A missão é um projeto cooperativo da Nasa, da agência espacial europeia (ESA) e da agência espacial italiana (ASI).

Leia tudo sobre astronomia no Blog do Maurício Araya – reproduzido por Marcelo Pelucio

A Messenger é uma missão não tripulada da Nasa, gerenciada pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL, na sigla em inglês), destinada a estudar características e o ambiente do planeta Mercúrio. A sonda foi lançada em 3 de agosto de 2004, a bordo de um foguete Boeing Delta II, desde o Cabo Canaveral, nos Estados Unidos.

Fotos: Nasa/JPL-Caltech/Space Science Institute e Nasa/Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory/Carnegie Institution of Washington.

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 Por Maurício Araya • quinta-feira, 25 de julho de 2013 às 09:45

http://www.blogsoestado.com/mauricioaraya/2013/07/25/nasa-divulga-imagens-da-terra-e-da-lua-feitas-do-espaco/